segunda-feira, setembro 25, 2006

Sitting, Waiting, Wishing

terça-feira, maio 02, 2006

Daughters

I know a girl
She puts the color inside of my world
But she's just like a maze
Where all of the walls all continually change
And I've done all I can
To stand on her steps with my heart in my hands
Now I'm starting to see
Maybe it's got nothing to do with me

Fathers, be good to your daughters
Daughters will love like you do
Girls become lovers who turn into mothers
So mothers, be good to your daughters too

Oh, you see that skin?
It's the same she's been standing in
Since the day she saw him walking away
Now she's left
Cleaning up the mess he made

So fathers, be good to your daughters
Daughters will love like you do
Girls become lovers who turn into mothers
So mothers, be good to your daughters too

Boys, you can break
You'll find out how much they can take
Boys will be strong
And boys soldier on
But boys would be gone without the warmth from
A womans good, good heart

On behalf of every man
Looking out for every girl
You are the god and the weight of her world

So fathers, be good to your daughters
Daughters will love like you do
Girls become lovers who turn into mothers
So mothers, be good to your daughters too

John Mayer

quinta-feira, abril 13, 2006

Paixão: tendência dominante, ou mesmo dominadora e geralmente exclusiva, que exerce, de modo mais ou menos constante, acção directora sobre o pensamento (...) ; sentimento profundo; grande predilecção; grande desgosto; tendência exaltada, exclusiva, absorvente e duradoira; (...)
Inconstante na minha essência de blogger, decidi adormecer a Insomnia com que sentia os meus posts, por curiosidade na definição que o dicionário traz para o que sempre assinei. Ainda que acima se resumam algumas características do aviltado género "paixónico", a identificação com o meu apelido nem é nem não é. Se eu me interessasse pessoalmente por mim, talvez fosse. Mas o que me seduz realmente é o simbolismo que um nome pode transportar...
No entanto, manter o meu nickname não seria uma mentira total: se houvesse insomnia sem paixão, os sorrisos seriam preferíveis ao preferível a tudo que são. E se há aqui qualquer coisa de (metaforicamente) lepidóptero, a metamorfose não é minha: sou eu.

terça-feira, abril 11, 2006

Medo
Por lapso de quem se ocupa com a preocupação de ser preocupar o verbo que a ocupa, só hoje trouxe para casa a Des1biga - publicação da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa que (felizmente) não trata de questões clínicas, tem antes o propósito de alargar horizontes para a vida real. Acabo de passar os olhos pela revista que me exige, como tudo o resto, uma focagem adequada do microscópio crítico. Ajusto as lentes oculares e encontro-me com o tema desta edição: o Medo.
Em virtude de certos incidentes atmosféricas da minha alma, tenho o medo em conta de sentimento com personalidade própria, desdobrado em componentes pequenos e finíssimos, quais lâminas afiando-me os dois lados da alma - os lados que acabo de separar: o "de cá" e o "de lá". Mas nem por simples é menos solene a minha divisão. No fundo, não no fundo da alma porque aí tenho ervas-daninhas mais impregnadas que o medo, guardo no lado "de cá" toda a misericórdia de mim própria por subtil desinteligência comigo, airbag da minha existência; e no lado "de lá", construo a ideia viúva de afastar as faces negras da vida inorgânica, como utopia que siga embalando. O medo? Esse está perdido a norte do que me é "de lá" porque raramente faço uso dele tal como o conheço nos livros: existe em mim de forma diferente, consoante as flutuações meterológicas que o afectam como à gente. Não o sinto a sós comigo como à memória - uma das paisagens que se juntam ao quadro panorâmico de uma sombra que é o meu medo - e, talvez, se o sentisse, palparia apenas a fobia de senti-lo. Pinto o medo como a um borrão num canto entalado na estalagem da razão. Só me surge como personagem parasita dessas outras paisagens de mim quando me embrenho, em plenitude, no nó-cego que une as metades da minha alma.

quinta-feira, abril 06, 2006

Café A Brasileira - Lisboa 1935

(Imaginar Fernando Pessoa, sentado a um canto, escrevendo...!)

quarta-feira, abril 05, 2006

(foto de Bernardo B.)
Na minha psicologia deveras emeandrada, há coisas que me parecem interessantes - a mim, que ao olhar a maré de ondulações pavorosas, lhe acho beleza nos sons húmidos; a mim, que encontro conteúdo supremo na poesia da destruição e da decadência.
Prendi-me há tempos na possibilidade de me rever e encantar pelo que não conheço. Tenho em segredo que a saudade antes da posse e o gosto intuitivo são ideias trágicas e grandes, poeticamente artísticas. Quando gosto, sinto a falta e tenho saudades do que não é meu.
Isto porque sou incapaz de viver a vida como se estivesse bebendo por ela, como se enganasse o estômago com uma bebida que entretém mas não alimenta; ou talvez, porque apresso o tempo psicológico de que disponho por ter projectos para os mil anos que não viverei. Sei que me pesam as pernas com que ando nas minhas ruas venosas desenrolando ideias que no cérebro se acotovelam: faço o esforço imenso de me encontrar no caos, e a cada vergastada na alma surgem outras dúvidas, novas considerações em parábola torta.
Perdida para sempre neste rio de construções, agarrei-me um dia à doçura de um sorriso. Deixei-me assim, sentindo o mel fácil e sincero descer em mim para cristalizar-se na minha garganta, gostando devagar do artista desconhecido que aqui ficara. Artista desconhecido mas real, próximo até, que sentiu a engrenagem minuciosa da minha enfermidade de pensar, e sorriu sem me sorrir. E logo eu sorri também, esperando que tais instantes espirituais deliciosos sejam, para esta doença, não o antídoto mas a cama...

terça-feira, abril 04, 2006

Mecânica Celeste

Acreditas no poder das estrelas? - perguntei à minha avó enquanto aprendia a admirar mais uma lei astronómica.
Salazar morreu enquanto eu fazia exame de Mecânica Celeste. Acreditas em coincidências? - respondeu na medida certa.

Certo é que nunca se perdeu esta interrogação dentro de mim, menina grande de certezas miúdas. O Universo e o Sonho sempre foram a incógnita matemática de um problema complexo; o tempo, minha ruína, doer-me-á eternamente por não ter primitiva e derivar em demasia.
Por mágico acaso, aconteceu-me hoje esta agudeza do destino: inferir porque hipersinto um universo sonhado e hipersou um tempo enrugado. A explicação tardia envergonha-me de tão simples e acessível - exigia apenas conhecimentos astrológicos, que assumidamente tenho, e umas poucas luzes históricas.

Ora atendam:
Nasci a 23 de Janeiro de 1987 sob o signo Aquário que tem, em precisão, apenas um Regente: Urano. Este planeta foi descoberto em 1781 pelo astrónomo William Herschel, alemão de origens inglesas que veio depois a descolorar a ciência com a radiação Infra-Vermelha. Pouco mais tarde, em 1789, surge a Revolução Francesa e os ideais de "Liberdade, Fraternidade e Igualdade" que trouxeram novos moldes à compreensão do Mundo. A Astrologia, sistema que não sucumbe na sua própria entropia, associou estes valores idílicos a Urano por razões que, aqui explicadas, saíriam emaranhadíssimas.
Zodíaco sabido no meu mapa astrológico, e o signo da iluminação é também o traço pessoal que me construiu interessada pelo que é abstracto, pelo que é impossível e inacessível, pelo pensamento simbólico. Fascina-me o conceito puro de ideia, facilmente me perco dentro de mim!

(Sou, simultaneamente, muito céptica. Relembro Einstein: o importante é nunca parar de questionar. )